Um estabelecimento do Oeste de Santa Catarina foi flagrado utilizando corantes em carnes estragadas para disfarçar a aparência, deixando-as mais vermelhas para simular aparência de frescor
A ação foi flagrada durante fiscalização feita em 17 supermercados, açougues e restaurantes em duas cidades da região.
No Oeste, a operação ocorreu nas cidades de Seara e Xavantina. Já em outra operação em São Francisco do Sul, no Norte do estado, foi apreendida mais de uma tonelada de carne sem condições para consumo.
As fiscalizações ocorreram entre a segunda-feira (24) e quarta-feira (26) e foram divulgadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na quinta-feira (27).
O MP não divulgou os nomes dos estabelecimentos, mas afirmou que todas as medidas legais foram tomadas para garantir que os produtos não cheguem aos consumidores.
Durante as operações foram encontradas diversas irregularidades:
– Carnes com prazos de validade expirados, inclusive congeladas irregularmente após o vencimento;
– Uso de corantes para avermelhar carnes deterioradas, simulando aparência de frescor;
– Presença de moscas dentro de embalagens de carne;
– Ovos expostos ao sol — condição irregular que acelera o processo de deterioração;
– Laticínios vencidos — como queijos e iogurtes infantis, além de sorvetes com validade expirada há mais de um ano, todos ainda disponíveis ao consumidor;
– Leites e misturas lácteas vencidos e armazenados inadequadamente;
– Ambientes insalubres em restaurantes, com higienização deficiente, acúmulo de resíduos, alimentos vencidos ou sem identificação, produtos de preparo vencidos há meses e carnes mantidas fora da temperatura adequada ou armazenadas de forma irregular;
– Exposição de hortaliças em avançado estado de decomposição, com presença de mofo, fungos e matéria orgânica em deterioração visível.
Em um dos estabelecimentos, onde foram encontradas embalagens de carnes com prazo de validade vencido, e que estavam sendo abertas e colocadas no balcão para comercialização, o gerente foi preso em flagrante.
Nos outros locais que apresentaram irregularidades, não houve prisão em flagrante, porém os responsáveis responderão por crime contra as relações de consumo.